Vancoolver Blog
13 de fevereiro de 2012
It's you, Vancouver (Video)
5 de fevereiro de 2012
Vídeo: Passeando em Gastown
Gente linda!
Fiz este vídeo ontem durante um rolê em Gastown, que é um bairro super cool aqui de Vancouva, editei e acho que ficou bacaninha pra compartilhar. Espero que gostem!
Fiz este vídeo ontem durante um rolê em Gastown, que é um bairro super cool aqui de Vancouva, editei e acho que ficou bacaninha pra compartilhar. Espero que gostem!
3 de fevereiro de 2012
Polêmica: sacolinhas de plástico
Uma coisa interessante que dá pra fazer com o meu blog é pegar temas que estão em discussão no Brasil e contextualizar com a realidade daqui. Não vou comparar, porque eu odeio essa coisa de comparar Brasil e Canadá, por exemplo. Cada um tem suas vantagens e desvantagens e ponto final.
O que eu quero nesse post é mais colocar minha opinião sobre a polêmica no Brasil (na verdade, mais especificamente em São Paulo) em relação ao uso das sacolinhas plásticas. Se me perguntarem o que eu acho eu vou dizer: tem mais é que proibir, sim. E vou dizer porque.
Vi um monte de gente colocando no Facebook imagens de embalagens de plástico em geral (iogurte, detergente) e uma sacolinha embaixo com o escrito mais ou menos assim: Será que proibir só as sacolinhas vamos salvar o mundo da poluição? Gente, vamos repensar né? Mesmo que - por enquanto - seja só a tal da sacolinha, já não é um avanço? Imaginem o quanto isso vai diminuir o volume de plástico no meio ambiente. Não vai mudar o mundo, mas vai fazer alguma diferença.
Já parou pra pensar a vida útil de uma sacola nas nossas mãos? Qualquer lugar que você vá (farmácia, mercado), mesmo que você compre um comprimido eles vão te dar uma sacolinha. Aí você pega, vai pra casa e abandona ela em alguma gaveta. Pra que? Sabe? Por que não usar a própria bolsa, ou carregar na mão, sacolas de tecido? Qual é o problema? Chega de hipocrisia.
Muitos reivindicam, também, dizendo que os estabelecimentos comerciais DEVEM fornecer alternativas pra levar as compras pra casa. Custa comprar uma ecobag por 2, 3 ou 5 reais? Ou sei lá, peça uma caixa de papelão, coloque na sua bolsa, mochila, na cabeça. Que gente folgada!
Aqui em Vancouver quando vou ao mercado, levo minhas sacolinhas de pano e os caixas agradecem quando você não pede por sacolas plásticas. Eu, particularmente, me sinto bem culpada nas raras vezes em que sou obrigada a utilizar uma. Quantas vezes fui no mercado e trouxe coisas - na mão mesmo - pra não usar sacola plástica, trazendo suco, papel higiênico, detergente, um em cada mão (confesso que é engraçado, mas eu não estou nem aí). E aqui, eles cobram pelas sacolinhas de plástico.
Vamos repensar e mesmo que seja uma coisa mínima, vai fazer alguma diferença, pode ter certeza.
Update: Visto
Bastante gente me pergunta quanto tempo meu visto demorou para chegar desde o dia que eu apliquei. Bom, que eu me lembre meu visto chegou em um mês desde o dia que o despachante de vistos que eu contratei, enviou os documentos para o Consulado Canadense em Sampa.
O tempo de espera é bem relativo, sabe? As vezes você pode mandar alguns documentos e o consulado pedir outros depois ou simplesmente pelo fato do seu processo requerer mais tempo pra avaliação. O que eu sugiro é que aplique no mínimo com dois ou três meses antes da sua viagem, pra não ter erro.
Outra coisa, meu visto foi para o programa work/study de oito meses e recebi ambas as "permissões". Mas os papéis mesmo, que permitem você estudar e trabalhar, são dados pelo agente de imigração no momento que você chega no aeroporto.
Vale relembrar o post que eu fiz sobre o visto/processo/custos:
Visto Canadense Parte II
O tempo de espera é bem relativo, sabe? As vezes você pode mandar alguns documentos e o consulado pedir outros depois ou simplesmente pelo fato do seu processo requerer mais tempo pra avaliação. O que eu sugiro é que aplique no mínimo com dois ou três meses antes da sua viagem, pra não ter erro.
Outra coisa, meu visto foi para o programa work/study de oito meses e recebi ambas as "permissões". Mas os papéis mesmo, que permitem você estudar e trabalhar, são dados pelo agente de imigração no momento que você chega no aeroporto.
Vale relembrar o post que eu fiz sobre o visto/processo/custos:
Visto Canadense Parte II
2 de fevereiro de 2012
Top five - Lugares baratos para comer em Vancouver
Sou uma frequentadora e exploradora assídua de restaurantes. Isso começou em Curitiba e me acompanhou até Vancouver também. Mas aqui é aquela coisa: morar sozinho e se virar pra comer com a grana contada. Tenho certeza que muita gente que vem pra cá e no comecinho gasta muita grana com comida por comer no primeiro lugar que vê. Lógico, uma maneira de economizar é cozinhar em casa, mas não é todo dia que a gente tá com aquele espírito Amélia, né? Então hoje vou dar umas dicas de lugares super em conta pra comer por aqui e não só pelo preço, mas também pela qualidade.
Ps.: Pra entrar no site de cada um, clique no nome do restaurante.
Donair é uma variação do "kebab doner" (Turquia) e foi introduzido em Halifax, Nova Scotia, no Canadá no início de 1970. Um restaurante chamado King of Donair pode ser considerado o primeiro a servir esta versão, em 1973. Sabe o churrasquinho grego que a gente conhece no Brasil? Então, eles pegam essa carne que pode ser frango ou carneiro, cortam e enrolam em um pão chamado "pita" e você pode escolhe o que quer colocar dentro (tipo o Subway). É muito gostoso e salva vidas nos momentos financeiros mais difíceis. Custa em torno de $7 e é, acredite, gigante.
Tudo por $4,95. Isso mesmo, não é propaganda das Casas Bahia. O cardápio tem opções para vegetarianos, burguers, saladas, tacos e massas. O ambiente parece mais um PUB, música boa tocando e super alto astral. Não se engane, só porque custa míseros $4,95 não significa que a porção não é grande ou que não é gostosa. É, sim, relativamente grande e bem saborosa. Ah, e toda quarta-feira tem uma promoção de chicken wings (aquelas asinhas de frango) por 15 CENTAVOS cada durante todo o dia e toda noite.
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| Poutine <3 Onde fica? 989 Granville St |
Aqui, como já disse em algum post anterior, sushi é igual pizzaria no Brasil. Ou sei lá, tem um sushi place em cada esquina e geralmente tem um preço bem bacana. Mas esses dias descobri esse lugarzinho, bem pequeno mas super aconchegante. Eles, além de um menu com outras várias opções (bento box, sushi box, sashimi), têm uma oferta de 22 sushis por $5,95 (se não me engano). E ainda tem incluso um miso soup. Super recomendo, mesmo.
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| Pra comer até dizer CHEGA! |
Porções ridículas (de grande) por até $12 bucks. Sério, se tem um lugar pra ir sem medo de ser feliz esse é o Stepho's. Se você tá com muita fome e quer comer comida de verdade, é lá que você deve ir. O lugar é super bacana, todo decorado ao estilo grego (inclusive as músicas). Carneiro, frango, bife, seafood... você escolhe. Eu recomendo qualquer prato...
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| Calamari Dinner (acabei de comer e estou em estado de coma porque a porção é generosa!) |
1. Cazba
Parem tudo. Até agora falei só de restaurantes que ficam no centro (que é geralmente onde estudantes moram, vivem e curtem a vida). Mas o Kadu desde o começo me mostrou que existe vida fora de downtown e acreditem, é muito, mas muito mais legal. Bom, esse restaurante foi uma "descoberta" recente, fui no último domingo. É longe pra caramba do centro, cerca de 30 minutos. Fomos embaixo de chuva, frio e tudo mais. Mas olha, valeu muito a pena. Este é um restaurante iraniano, localizado lá em North Vancouver onde também concentra-se a maior parte da comunidade iraniana. O que dizer? Simplesmente divino. Começamos com um prato chamado Kash-e Bademjan (ali o preçinho camarada no cardápio logo abaixo) que é feito de beringela e servido com o pita (tipo de pão que parece uma panqueca fininha). Muito saboroso e uma porção super generosa. Depois, pedi um prato chamado Chelo Kabad Barg, muito saboroso também e acredite, muito parecido com o churrasco brasileiro. Comi tanto nesse dia que voltei em estado de coma no busão, debruçada no ombro do Kadu. Indico, de olhos fechados também. Pode ir, não importa a distância... descubra Vancouver!
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| Kash-e Bademjan |
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| Chelo Kabad Barg |
Gostaram? Espero que sim! Fiz a seleção com carinho!
Obrigada e volte sempre ;)
22 de janeiro de 2012
Falando em café...
Tive um insight agora, do nada. Vamos falar de coisa boa, vamos falar de café! Eu não passo um dia sem tomar um copo (ai meus dentes!).
Sim, minha gente. Café aqui é uma das bebidas mais consumidas, principalmente no inverno (e no verão também). Mas em Vancouver, a cada esquina encontra-se um "coffee shop". Starbucks aqui é que nem farmácia em Maringá (norte do Paraná), tem um a cada cinco metros. Tem até uma situação aqui que tem um Starbucks na frente do outro (ali na Thurlow com a Robson).
Mas não é só de Starbucks que vive a indústria do café aqui em "Vancouva". Falando em grandes redes, temos: Blenz, Tim Hortons, Mc Donalds e JJ Beans. A Seven Eleven vende também, mas ela é mais loja de conveniência.
O Blenz é bem bacana, atmosfera bem descontraída e tem o melhor hot chocolat que eu já tomei. Eles vendem café brasileiro, você pode comprar e fazer diretamente na sua casa.
Tim Hortons é muito barato, tem ofertas super em conta pra tomar café da manhã e pra mim, o melhor, os donuts (principalmente o Boston Cream). Quando eu acordava cedão pra ir pro inglês, era de lei passar ali no da estação da Burrard e pegar pelo menos um donuts. Homer Simpson way of life?
BOM, sobre o Mc Donalds eu já falei por aqui e o esquema é o que a gente conhece no Brasil.
Tem o JJ Beans, um café super hype e moderno. Os atendentes são diferentes, não usam uniforme (também não andam pelados, viu?), as músicas do ambiente são muito boas e o café, pelo menos na minha experiência aqui, foi um dos melhores. Provei o "original capuccino" e pela primeira vez em Vancouver eu senti que não estava tomando um "chafé". Sim, aqui o café é bem mais aguado que no Brasil, por isso dá pra tomar um copo de 500 ml de café numa boa. Se eu fosse tomar um copão de café desses que a gente toma no Brasil, ficaria sem dormir por, no mínimo, três dias. Olha a foto que eu tirei do capuccino do JJ Beans:
20 de janeiro de 2012
Nem tudo é um mar de rosas
Não, não virei um boneco de neve. Estou viva, gente! Estive sumida por vários motivos: começaram minhas aulas no College, continuo trabalhando no restaurante e tenho passado meu tempo assim, entre uma coisa e outra. Mas não me esqueci do blog e, inclusive, tenho várias idéias para botar em pauta pelos próximos meses. Estava pensando em falar sobre a SAUDADE hoje, mas um comentário da minha colega de pós Adriana no último post me fez repensar sobre o tema.
Eu seria hipócrita em dizer que a vida em Vancouver é perfeita e minha experiência se resume em "mil maravilhas". Então, hoje, vamos falar da parte "ruim" (parafraseando o comercial da Tek Pix e da Iogurteira Top Therm, rs). A saudade, é sim, uma parte difícil de lidar. Mas isso não é uma coisa específica de Vancouver, né? Então serei mais específica.
O clima
É lindo ver a neve caindo lá fora, as ruas branquinhas, as árvores também. Uma experiência nova pra mim e que eu acho que todo mundo deveria ter a oportunidade de ter. Inclusive, conversando com um russo que estuda comigo, ele riu da minha cara quando eu disse que eu nunca tinha visto neve antes. Mas, queria eu poder rir da cara dele quando ele for pro Brasil e dizer que "achava que o Brasil era só floresta" (sim, muita gente pensa isso). Mas continuando com o tema...
Mas chega uma hora que cansa. O clima pode te deprimir de uma maneira que talvez você nunca pudesse imaginar. No fim do ano passado, o clima começou a mudar mais bruscamente. O meu humor mudou junto com ele, sério. Você fica preguiçoso, melancólico, sem paciência e tem que dar um jeito nisso porque se não, será impossível se aguentar. Até mesmo para os canadenses, que vivem isso ano após ano, não é fácil. E olha que Vancouver tem um dos melhores climas do Canadá. Olha só isso:
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| Tá bom pra você? rs |
Por exemplo, agora, está chovendo e nevando. Como é que faz pra sair de casa desse jeito? Difícil é deixar o edredom de lado, colocar 3 calças, 4 blusas, cachecol, luva, gorro, duas meias e uma bota, no mínimo, a prova d'água. É o que eu chamo de via crucis da arte de se vestir.
Homeless
A gente acha que em países desenvolvidos é raro encontrarmos mendigos ou gente pedindo dinheiro nas ruas. Totalmente errado. Olha, eu vou colocar a minha visão sobre essa questão pelo que eu presenciei aqui até agora. Em Vancouver tem MUITA gente pedindo dinheiro nas ruas, muitos doentes mentais perambulando por aí e sem-teto dormindo nas calçadas. Têm uns que ficam nas portas da 7 Eleven, Macs e essas lojas de conveniência, com um copinho de café pra você dar alguma moeda pra eles. Isso quando não te abordam na rua pedindo por "some change, please" (algo tipo "me dá um trocado"). Outros até apelam para o bom humor, como esse cidadão:
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| Saiu até o 9GAG... haha |
Outra coisa, muitos drogados circulando por downtown, principalmente pela Graville St (nem vou comentar a situação da East Hastings - Chinatown), que lá o buraco é mais embaixo - vejam esse vídeo:
Muitas pessoas com visíveis problemas mentais, sem rumo, pedindo dinheiro e comprando droga livremente ali, na frente de todo mundo. Se quiserem, assistam a este documentário (dividido em algumas partes):
Uma cena que eu não me esqueço foi logo na primeira semana que cheguei aqui, fui no shopping e um cidadão, agachou e começou a relinchar imitando um cavalo dando coices. Outra vez, uma mulher começou a se bater dentro do metrô. Cada dia uma surpresa nova.
Mas essa não é uma realidade exclusiva de Vancouver, do Canadá ou de um lugar específico. Esses problemas existem em todos os lugares: Brasil, Irlanda, Inglaterra, Austrália, Estados Unidos. TODOS. Mas o interessante é perceber que a pobreza está até nos países desenvolvidos, só que temos na cabeça que "só" o Brasil tem problema. Não é! Violência existe aqui também, racismo, drogas, gangues, corrupção, falta de cuidado com a população, policiamento. É o que eu sempre digo, todo dia alguém mal intencionado sai de casa e este pode ser seu vizinho, mesmo se você more em Mônaco.
4 de janeiro de 2012
The new habits of old Lili
A gente vive mudando, vivo falando isso né? Mas é meio difícil olhar pra trás (ou pra frente) e refletir sobre isso. O que eu quero dizer hoje são sobre alguns hábitos meus que mudaram, surgiram ou desapareceram. Acho que isso torna-se bem mais visível quando você vai pra um país diferente, especialmente o Canadá. Não posso dizer sobre todo o país porque não conheço, mas posso falar sobre Vancouver, claro.
Aqui, é TANTA mistura, tantas nações vivendo num só lugar que no fim você não sabe um costume que é 100% canadense. Tudo tem uma pontinha na cultura asiática, indiana, filipina, européia.
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| Yumyyy |
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| A triste realidade. Eu lá vou trocar um sushi fresquinho por isso? |
Outro costume: atravessar na faixa. Claro, deve ter gente pensando: "mas isso é assim em qualquer lugar do mundo, no Brasil também". Mas vem cá, fala pra mim, você atravessa a rua na faixa SEMPRE? Eu te conheço, eu nos conheço... a resposta é não! Mas tenho que dizer, quando morava no Brasil eu já era ligada nisso e fazia o máximo pra atravessar bonitinho mas nem sempre rolava. Aqui se você atravessa fora da faixa vai ser considerado diferente, estranho e realmente você não vê isso acontecer. Então, o jeito é seguir as regars bonitinhas, certo? Aliás, tô com medo de quando voltar pro Brasil ser atropelada. Aqui o motorista para, espera você... no Brasil essa cultura tá crescendo mas o que tem de jagunço com um carro na mão não é brincadeira. Tem que tomar cuidado.
Ah, passeia tomar muito mais café e chá. Acreditem, até água quente sem nada eu já me vi tomando. Isso sim é um costume MUITO asiático. Quantas vezes no restaurante, quando ia algum coreano de mais idade, por exemplo, e pediam "hot water please". Eu, no começo ficava, "what? Just hot water?", tipo: como assim? eu tô entendendo certo ou meu inglês pulou pra uma outra dimensão? Mas era aquilo mesmo e é gostoso! Como vou explicar isso né? A gente é tão esquisito mesmo. Numa hora não entendemos certos hábitos mas na outra, estamos fazendo igual. Ai ai, humanos...
Diminuí MUITO a quantidade de refrigerante também. Eu não lembro mais do gosto da Coca-cola. Aqui eu gosto muito de um refri que se chama Canada Dry, é de gengibre (mas nem tem gosto de gengibre na verdade, haha). Mas assim, como a água aqui é de graça onde quer que você vá, é uma maneira de economizar e também tentar ser um pouquinho mais saudável. Se você for no Subway e pedir água, eles te dão um copo e você vai na máquina pegar água de graça. Bacana né? E é tudo da torneira, mesmo nos restaurantes já que a qualidade da água aqui é muito boa e tal.
Acho que por hora é só isso, mais pra frente eu tento lembrar de mais alguns costumes que mudaram. Aí vocês continuam entrando aqui e lendo, perguntando e tudo mais. Me motiva e motiva vocês também.
Beijos e tenham uma ótima semana!
Obrigada por todas as visitas! Muito amor pra todos vocês!
31 de dezembro de 2011
Happy New Year
Pessoal,
fiquei muito surpresa com tantas visitas e super feliz por tantos comentários super queridos desejando minha melhora e um feliz ano novo. Engraçado, sabe? Quando eu pensei em fazer esse blog eu ainda estava no Brasil e JAMAIS imaginaria que ele pudesse crescer tanto. E mais, muitas vezes a gente não faz idéia do quanto esta ajudando alguém com informações simples sobre visto/vida/estudos/trabalho no Canadá. É muito gratificante receber o feedback de vocês, muito mesmo!
Confesso que este final de ano têm sido muito difícil pra mim: longe de casa, doente e tendo que trabalhar em plena virada de ano novo. As vezes dá vontade de desistir, mas minha irmã sempre diz: não há crescimento sem sofrimento. E não é que é a mais pura verdade? Se eu cheguei até aqui, não vai ser agora que eu vou desistir. Eu digo isso pois tenho certeza que muitas pessoas que moram fora do país estão passando pela mesma situação que eu. Ainda mais num país em que o inverno é um fator decisivo no seu humor (já que é frio, chove e anoitece super cedo).
Eu ainda estou tentando colocar na minha cabeça que aqui a virada do ano novo não é como no Brasil, onde TUDO é motivo pra festa. Aqui, a cultura é diferente por vários motivos: é inverno, todo mundo trabalha normalmente, etc. Não digo que aqui eles não comemoram, mas é uma comemorção bem mais discreta. No Brasil a gente é acostumado a prolongar feriados, reunir a família e ir pra praia ou simplesmente se reunir (e normalmente está AQUELE calor).
Mas temos que ser camaleões, nos adaptar no lugar que estamos. Imagine só, uma amiga minha, a fofa da Mayara que está na Turquia (vejam o blog dela aqui), ela disse que nem Natal eles comemoram... é meio que Natal e Ano Novo tudo junto. Imagina que loucura? Imaginem o "choque" cultural? Mas imaginem também como esse mundo é louco? Como a gente não sabe nada de nada? Por isso eu digo, viajar é essencial. Tem as partes difíceis (como essa coisa de choque cultural, saudade) mas tem MUITA coisa boa. Você sai do seu mundinho! A gente sabe que o mundo é diferente, mas não imagina o quanto, não faz a mínima idéia... só botando o pé na estrada mesmo!
Então, queridos, espero que em 2012 eu possa continuar contribuindo no sonho de cada um, isso pra mim é muito importante. Que vocês realizem seus sonhos, NADA é impossível quando se tem FOCO e força de vontade.
Um beijo especial pra quem sempre comenta aqui: Tati (vamos nos conhecer sim, viu?), Manu (saudades), Andre Azevedo, Bia Maria (querida!), Amanda (me passa seu e-mail pra gente se falar, quando você chegar vamos nos encontrar!), Paula, Mayara (mutlu yeni yil hashuas), Murilo Battisti (te espero ano que vem aqui!) e todo mundo!
Um super beijo!
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